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Uma boa visão na infância
vai influenciar directamente a apreensão cognitiva
da criança e consequentemente todos os processos
intelectuais e pedagógicos.
Assim, na consulta geral da criança
jovem (4, 5, 6 anos) é mandatório avaliar
o paralelismo dos eixos oculares e a acuidade visual de
cada olho separadamente.
Quando levar a criança ao
oftalmologista?
- Quando suspeitarmos de um olhar “esquisito”.
- Quando existirem antecedentes familiares de:
- erro refractivo importante
- estrabismo
-anomalia ocular hereditária
- Por indicação do Pediatra;
- Sempre antes de iniciar o 1º ano escolar.
Ambliopia
ou "olho preguiçoso"
Olho ambliope é aquele olho que
nunca “viu bem” durante os primeiros anos de
desenvolvimento da criança, provocando uma baixa
de acuidade visual não corrigida com óculos.
O olho ambliope pode ser corrigido até
aos 6, 7 anos de vida, com oclusão do olho bom, correcta
refracção ou correcção da causa
a que deu origem, se possível. No adulto nunca é
possível recuperar uma ambliopia .
As causas mais frequentes da ambliopia
são: erro refractivo unilateral, importante estrabismo.
Estrabismo
Estrabismo é o termo que se usa
para designar a perda do paralelismo dos eixos visuais,
vulgarmente conhecido por “olhos tortos”. Cada
olho possui 6 músculos que são responsáveis
pelos movimentos oculares. Estes musculos são coordenados
pelo cérebro, para funcionarem juntos a fim de produzirem
uma visão estereoscópica.
Essa visão estereoscópica
produz-se pela sobreposição das imagens fornecidas
por cada olho no cérebro, originando uma percepção
tridimensional. Se um dos olhos fica estrábico, então
o cérebro recebe duas imagens distintas. Para evitar
a diplopia (visão dupla), este suprime uma das imagens,
levando posteriormente ao desenvolvimento de uma ambliopia.
 
O estrabismo tem um factor hereditário
importante e qualquer outra alteração ocular,
que prejudique a visão pode desencadeá-lo
também, como por exemplo, erro refractivo importante,
catarata, glaucoma, doença genética, etc.
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